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FENÔMENO EL NIÑO PERSISTE NO OCEANO PACÍFICO EQUATORIAL

No decorrer do mês de maio, observou-se que as águas superficiais permaneceram mais aquecidas em praticamente toda a extensão do Oceano Pacífico Equatorial, onde ocorreram anomalias positivas de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) de até 4°C próximo à costa oeste da América do Sul. Na região do Niño 4 (próximo à costa da Indonésia), as anomalias positivas de TSM variaram entre 0,5 °C e 3°C. Já na porção central, as anomalias positivas de TSM variaram entre 0,5°C e 2°C. Comparando-se as anomalias de TSM observadas no mês de maio com as anomalias de TSM observadas no mês de abril, houve um aumento da área com anomalias positivas, principalmente próximo à costa oeste da América do Sul e na porção central do Pacífico Equatorial. Sobre a região do Niño 4, houve uma diminuição das anomalias positivas de TSM.

Essa condição de águas mais aquecidas em toda a extensão do Pacífico Equatorial persistiu nos primeiros dias do mês de junho, inclusive com aumento das áreas com anomalias positivas de TSM próximo à costa oeste da América do Sul e na porção central do Pacífico Equatorial, o que indica a intensificação do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS).

Os modelos de previsão climática sazonal ainda indicam a atuação do fenômeno El Niño, atualmente em curso no Pacífico Equatorial, pelo menos até o início do próximo ano. Com o estabelecimento deste fenômeno, a maioria dos modelos climáticos indica um comportamento de precipitação típico para este tipo de evento no trimestre JAS/2015, com chuvas abaixo da normal nos setores norte da Região Norte e leste do Nordeste e acima da normal no extremo oeste da Região Norte e no sul de SC e no RS. Entretanto, é importante ressaltar que existe um padrão de TSM anomalamente positivo adjacente à costa da Região Sul do Brasil, em conjunto com anomalias anticiclônicas na circulação da média e alta troposfera, que vem sendo observado nos últimos meses. Este pode ser um fator relevante para o comportamento da precipitação entre os estados de SC e RS, influenciando de forma contrária ao esperado em anos de El Niño. Desta forma, embora com menor probabilidade, ainda existe possibilidade da chuva ficar abaixo da normal, como foi observado em boa parte da Região Sul do Brasil no último mês.

Texto atualizado em 01/07/2015
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El NiÑo
El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. +
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La NiÑa
La Niña representa um fenômeno oceânico-atmosférico com características opostas ao EL Niño, e que caracteriza-se por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña. +
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